Exposição
Por AT.

'Onde em Sonho Ela Mora' no Museu A CASA do Objeto Brasileiro

Mostra apresenta trabalhos da artista paulistana Cristiane Mohallem.

Foto: Divulgação (via assessoria - Agência Taga)

'Onde em Sonho Ela Mora' no Museu A CASA do Objeto Brasileiro

Preço Grátis

Data 29 Mar-11 Mai

Horário(s) de quinta a domingo, das 10h às 18h

Endereços
Museu A CASA do Objeto Brasileiro
Av. Pedroso de Morais, 1216 - Pinheiros,
Museu A CASA do Objeto Brasileiro
Av. Pedroso de Morais, 1216 - Pinheiros,
Museu A CASA do Objeto Brasileiro
Av. Pedroso de Morais, 1216 - Pinheiros,

De 30 de março a 11 de maio, o Museu A CASA do Objeto Brasileiro recebe a exposição Onde em Sonho Ela Mora, da artista paulistana Cristiane Mohallem. Suas obras convidam o público a adentrar um universo onírico por meio de onze tapeçarias bordadas e seis pinturas que transitam entre o abstrato e o figurativo.

Inspirada pelo poema "Eros e Psique", de Fernando Pessoa, Mohallem transforma experiências e memórias em paisagens imaginárias. Partindo de lugares que fazem parte do seu cotidiano, como uma praça em São Paulo até um pequeno vilarejo na Islândia, suas obras entrelaçam cores e formas que evocam tanto familiaridade quanto estranhamento.

O gesto do bordado, que remonta a uma tradição manual milenar, ganha em seu trabalho uma abordagem intuitiva, guiando o olhar do visitante por caminhos visuais carregados de simbolismo.

As tapeçarias bordadas de Mohallem exploram a interseção entre a paisagem real e a imaginária. Peças como "Árvore-Mãe", inspirada em uma figueira de uma praça paulistana, e "Raízes de Mangue", criada a partir de uma viagem à Bahia, revelam sua relação com a natureza e a memória afetiva dos lugares que percorre. Em sua estadia em Blonduós, na Islândia, a artista absorveu as paisagens da região e transformou em obras como "Encontro do Rio e do Mar" e "Sopro".

Já suas pinturas figurativas acrescentam uma nova dimensão à exposição, trazendo figuras humanas que poderiam habitar esses cenários sonhadores. Telas como "Homem ao Azul" dialogam com suas tapeçarias, ampliando as possibilidades narrativas de seu trabalho.

Por AT.

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