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Por Álvaro Saluan, Pizza Fria

New World | Preview

Sempre que um MMORPG é lançado, confesso manter a esperança de que algo impactante seja lançado. E com New World,.

Sempre que um MMORPG é lançado, confesso manter a esperança de que algo impactante seja lançado. E com New World, jogo da Amazon Games (sim, a Amazon que você conhece) para PC, via Steam, não seria diferente. O título, que contou com uma série de atrasos por conta da pandemia da COVID-19, foi disponibilizado em um beta fechado, onde foi possível ter uma dimensão do que podemos esperar no dia 31 de agosto, data de seu lançamento. Nessa preview, tentarei abordar alguns dos detalhes – positivos e negativos – que me chamaram mais atenção. Vamos lá?

Bem-vindo ao Novo Mundo

Logo ao desembarcar em New World, somos recebidos com uma cinemática bem interessante. Particularmente, fiquei bem animado para saber o que me esperava neste novo mundo: criaturas, combates, quests e todos aqueles detalhes que só quem já jogou vários MMORPGs nos últimos anos acaba percebendo. Embora tenha experiência em jogos do gênero desde a segunda metade dos anos 2000, sempre tive um ligeiro incomodo com a forma em que os jogos pareciam repetir, em linhas gerais, uma fórmula. New World claramente não fugiria 100% disso. E tudo bem, já era de se esperar. Todavia, isso não é algo ruim.

Ao sermos arrastados para um território de animais e criaturas que basicamente nunca morrem, temos uma série de coisas a fazer. Missões principais para entrar em grupos, loots variados como armas, armaduras e outros itens, “mate x monstros para completar a missão”, etc… Até aqui, nada de novo. Porém, New World me deixou com uma impressão de ter aspectos de survival sem ser necessariamente um jogo desse tipo. Você pode aprender a pescar, a fazer ferramentas melhores para extração de pedras, peles, carnes e várias coisas do gênero. Pode também aumentar suas habilidades culinárias, criar itens, cartuchos para suas armas de fogo, e por aí vai.

Os combates não são tão emocionantes assim… (Imagem: Divulgação)

O melhor de tudo é que você pode negociar suas criações e loots encontrados em um sistema de mercado bem expansivo. Particularmente, achei que certas coisas acabaram ficando um pouco confusas e futuramente, com muito mais jogadores, o cenário possa piorar. Mas nada que tire a vontade de jogar ou desanime. Bem, pelo menos por enquanto.

No mais, para passar ao próximo ponto, abordarei rapidamente o combate apresentado em New World. Seguindo a fórmula de jogos em terceira pessoa como a série Dark Souls (sem toda a dificuldade insana, claro), os ataques, habilidades variadas defesa e esquiva são executados sob seu comando, não sendo um jogo “clique para atacar”. Acho esse formato bem mais interessante, valorizando também a capacidade dos jogadores tomarem decisões, mas com ressalvas. Contudo, a depender da conexão de internet, sabemos que lags podem ocorrer, comprometendo o timing de ataque e defesa. Faz parte, é verdade, mas pode ser bem frustrante em alguns momentos. Talvez com novos servidores os riscos sejam menores. Mas falemos mais sobre isso abaixo.

Poder fazer uma série de atividades é um ponto positivo de New World. (Imagem: Divulgação)

O combate não empolga e as missões se repetem

Lutar é certamente um dos aspectos principais dos MMORPGs, e em New World a coisa não é diferente. Guildas, grupos, combates em PVP, tudo isso faz parte, levando o combate para um lado “social” da experiência. Porém, logo acima eu havia dito que é você que escolhe os comandos, abandonando o formato point and click, certo? Essa é a hora de falar das “ressalvas” que citei anteriormente. Há alguns problemas nos combates que os tornam sem emoção e com uma movimentação esquisita. As animações são repetitivas e as habilidades são bastante limitadas. Sinceramente, pelo menos pra mim, a peleja é a parte mais animadora, e sinceramente não me animou muito.

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No geral, parece que falta algo no combate. Não só emoção, mas uma fluidez que te faça “sentir” os impactos de ataque e defesa, da esquiva e principalmente do inimigo, seja em seu estilo de luta ou na dificuldade de se adequar a cada novo inimigo, seja em PVP ou PVE. Mais uma vez, torna-se necessário falar dos problemas de conexão, que podem comprometer ainda mais as travadas lutas de New World. Pode ser que melhore? Sinceramente, não acho que vá ter grandes aprimoramentos. Talvez uma melhoria na redução do lag dos servidores mas, ainda há muito mais a ser feito.

As ferramentas são essenciais para se conseguir melhores materiais. (Imagem: Divulgação)

Já as missões (ou quests, tanto faz), são repetitivas e New World também não inova neste ponto. Em alguns jogos, a repetição pode até ter alguma emoção ou necessidade específica como um item raro ser dropado ou mais experiência adquirida naquele tipo específico de tarefa. Mas aqui, você vai matar piratas mortos-vivos por um bom tempo, seja no nível 3 ou 15, e fará uma infinidade de atividades diárias de facção, vagando pelos mapas atrás de um número específico de caixas ou inimigos.

Agora some um sistema de combate sem emoção com uma série de missões do gênero “cace 10 javalis”, “mate 15 mortos-vivos”, “abra 5 caixas no local x”? Francamente, embora pareça animador o sistema de sobrevivência, as coisas vão se esvaindo de New World de tal forma que parece ser mais um daqueles projetos grandiosos que acabam não dando em nada. É claro, há muita água pra rolar, mas no beta, a impressão que ficou não foi a melhor… Para piorar, se locomover entre uma missão e outra é extremamente entediante e tal aspecto precisa ser mais dinâmico.

Mortos-vivos por toda a parte! (Imagem: Divulgação)

Questões gerais

Nos aproximando do final desta prévia de New World, quero tratar alguns aspectos que não se incluíram nos tópicos anteriores. O primeiro a ser citado é a tradução do jogo, que conta com uma série de bugs. Tudo bem, o jogo está em beta, mas não há como deixar esse aspecto passar batido. Ao observarmos os nomes de alguns NPCs ou itens, existem alguns erros de código que tornam os títulos em uma série de letras e números. É um detalhe, mas é bom citar que foi algo que passei. Não é, de longe, o maior problema, convenhamos.

Outra coisa que senti é que o jogo parece estar um pouco “mal otimizado”, rodando com muitas quedas de FPS sem nem ao menos estar nas configurações mais altas. Claro, é uma versão beta, mas também é algo que pode acabar comprometendo o interesse de boa parte dos jogadores. Aliás, os gráficos de New World são bem bonitos e, de uma maneira geral, adorei a estética das vestimentas e dos mapas que, assim como o título, fazem clara referência ao século XVI e o período das grandes navegações.

O gráfico do jogo é belíssimo! (Imagem: Divulgação)

O que esperar de New World?

Com uma proposta bem interessante, New World erra mais do que acerta. Contando com gráficos belíssimos e aspectos interessantes de sobrevivência e criação, o jogo peca com missões repetitivas e combate completamente desanimador. Alguns bugs também foram percebidos ao longo da jogatina, mas esses nem são os maiores problemas do jogo, que ainda parece estar mal otimizado.

Pelo conteúdo visto ao longo de horas de incursão em um mundo de animais selvagens e muitos (muitos mesmo!) mortos-vivos, New World terá que melhorar um bocado se quiser ser um MMORPG de respeito, tendo que ir bem além de seus gráficos. Compreendo a dificuldade de se criar um jogo durante um período pandêmico, e isso precisa ser dito em respeito aos trabalhadores envolvidos no projeto, mas o que vivi neste novo mundo não me mostrou praticamente nada de novo. Enquanto isso, seguimos em busca do MMORPG dos sonhos…

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Por Álvaro Saluan, Pizza Fria

Atualizado em 3 Ago 2021.

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